"Se a dor tiver que vir, que venha rápido”, eu disse. “Porque tenho uma vida pela frente, e preciso usá-la da melhor maneira possível. Se ele tem que fazer alguma escolha, que faça logo. Então eu o espero. Ou o esqueço.
“Esperar dói. Esquecer dói. Mas não saber que decisão tomar é o pior dos sofrimentos." 

Na Margem do Rio Piedra Eu Sentei e Chorei - Paulo Coelho.

(Source: oldfears)


Jun 3rd at 7PM / via: oldfears / op: oldfears / 4 notes

Por não ser somente hiato, mas apneia 

Quando eu digo que não mais me dilacero durante as madrugadas e minto não saber do gume da poesia insone, quando eu exponho os lábios secos sem reação ou curvas e guardo sob o travesseiro as lágrimas, quando eu te olho com as meninas mortas e ouço os espíritos do brilho que antes possuíam sussurrarem por socorro. Eu busco esquecer e recriar as capas das quais você tão bem me despiu, mas o tempo, aqui dentro, corre e não passa. “Tão contraditória”. Ainda me recordo da tua voz e as lembranças ardem no vazio que tenho ou que me forço a ter. Quem sabe ao certo? “Você sabe”. Eu não tenho coragem para abrir os olhos porque meu ímpeto surge apenas quando vago dentro do meu próprio eu, e para isso não necessito de visão ou globos oculares. Mas meu sensitivo ajna também chora.

Tudo o que existe ao meu redor é breu azul-marinho e silêncio. Acostumei-me à mudez não só pelas brincadeiras com o sobrenome, mas como também pela percepção que a quietude traz aos acolhedores do volume nulo. Fiz-me minimalista. Flutuar submersa em um espaço desconhecido e abarrotado de ausência líquida dota o corpo com susceptíveis pontos, pois sinto, sinto, sinto. E sinto. Sou capaz de notar a mais tenra mudança até mesmo nos cabelos, e não sou eu mesma que acredito que cortar os fios é cortar parte de si? Provo-me. Se aprovo? Ainda corre em minha pele o vácuo ralo.

De todo modo, a carência do vital no centro do peito ainda pulsa. Você se foi. Há meses. Levou o que me faz falta. A intervalos, expulso bolhas do raro ar que guardo. Estico, raciono, conto o oxigênio. Minutos, minutos, minutos… A veracidade de encarar o mundo e sua ensurdecedora orquestra quase me põe em pânico, mas aquieto. Embora morrer na intimidade seja uma boa ideologia, alongar estes momentos de reconhecimento em si e sobre si é minha razão de ser. Queimar o órgão respiratório não seria salvação e eu vivo de purgatórios. Sacrifício para a purificação daquilo que tão bem soubemos e quisemos e insistimos e, com verdade na ponta da língua que te diz, repetiríamos. A penitência da confissão não vale quando não se tem arrependimento. Como volto no tempo e mergulho no pecado?

Eu não quero abrir os cílios para encarar a luz ofuscada pelas águas, tampouco para observar a escuridão que se alonga. Mas eu tenho escolha? Nem ao menos sei para que lado meu corpo estesiado se volta. O que me guia é taciturno, sem precisão além de sua obscuridade.

São estes os metros que adio para meu funeral. Nossa marcha fúnebre. Retorno à superfície lentamente para não estourar os pulmões tão comprimidos e, veja, onde está a diferença entre meu estado de apneia submersa e a pungente saudade? A garganta arde. O choro que derramo mistura-se ao oceano que, no escuro, grita minha dor e necessidade de ver-te se aproximar à nado para segurar na ponta de meus enrugados e gelados dedos.

Agarro-me às ondas.

Claudia Calado


Jun 3rd at 7PM / via: anjoinverso / op: anjoinverso / 45 notes

“Oi. Desculpa por estar aqui sentada na frente do computador mais uma vez escrevendo coisas que você não quer ler. Na verdade, nem sei se está lendo, mas… Ah, não sei nem mesmo o que escrever… eu… só quero que você saiba que eu me importo, como sempre me importei, desde o começo, desde o primeiro oi, desde sempre. Eu sinto isso aqui, dentro de mim, sinto que sempre existiu, que só estava esperando você, como estará até meu último suspiro. Eu sinto muito, mas muito mesmo por tudo o que aconteceu, e sei que você não se importa, mas… eu me importo. E isso é tudo, ou quase tudo. Se precisar de alguém, de qualquer pessoa, a qualquer momento, em qualquer lugar, saiba que tudo o que eu senti por você ainda está aqui guardado pra te entregar, é só você aceitar, coisa que sinceramente eu acho que nunca vai acontecer, mas… eu te amo. Mesmo sendo proibido, eu te amo. Mesmo talvez sendo prematuro aos seus olhos, eu te amo. Mesmo que esteja tarde, e frio, eu te amo. Mesmo não estando sozinha, eu te amo.  Mesmo que talvez eu nunca mais te veja, eu te amo. Mesmo que eu escreva cartas que você nunca vai ler, eu te amo. Mesmo que os sonhos que eu sonho com você sejam impossíveis de se tornar realidade, eu te amo. Mesmo que não tenha mais seu cheiro no ursinho, eu te amo. Mesmo que aquela cirene de carrinho de brinquedo não faça sentido algum, eu te amo. Mesmo que você tenha esquecido a rosa, eu te amo. Mesmo que nós nunca tenhamos ido ao cinema, depois ao bosque, eu te amo. Mesmo que você me ache fraca, eu te amo. Mesmo que você não queira me ver nunca mais na sua vida, eu te amo. Mesmo que você não me ame, eu te amo.  Sou mesmo fraca como você e muitos outros disseram que eu sou.  Sinto muito, só preciso que você saiba que eu me importo, e sempre vou me importar.”

“Oi. Desculpa por estar aqui sentada na frente do computador mais uma vez escrevendo coisas que você não quer ler. Na verdade, nem sei se está lendo, mas… Ah, não sei nem mesmo o que escrever… eu… só quero que você saiba que eu me importo, como sempre me importei, desde o começo, desde o primeiro oi, desde sempre. Eu sinto isso aqui, dentro de mim, sinto que sempre existiu, que só estava esperando você, como estará até meu último suspiro. 
Eu sinto muito, mas muito mesmo por tudo o que aconteceu, e sei que você não se importa, mas… eu me importo. E isso é tudo, ou quase tudo. Se precisar de alguém, de qualquer pessoa, a qualquer momento, em qualquer lugar, saiba que tudo o que eu senti por você ainda está aqui guardado pra te entregar, é só você aceitar, coisa que sinceramente eu acho que nunca vai acontecer, mas… eu te amo. 
Mesmo sendo proibido, eu te amo. Mesmo talvez sendo prematuro aos seus olhos, eu te amo. Mesmo que esteja tarde, e frio, eu te amo. Mesmo não estando sozinha, eu te amo.  Mesmo que talvez eu nunca mais te veja, eu te amo. Mesmo que eu escreva cartas que você nunca vai ler, eu te amo. Mesmo que os sonhos que eu sonho com você sejam impossíveis de se tornar realidade, eu te amo. Mesmo que não tenha mais seu cheiro no ursinho, eu te amo. Mesmo que aquela cirene de carrinho de brinquedo não faça sentido algum, eu te amo. Mesmo que você tenha esquecido a rosa, eu te amo. Mesmo que nós nunca tenhamos ido ao cinema, depois ao bosque, eu te amo. Mesmo que você me ache fraca, eu te amo. Mesmo que você não queira me ver nunca mais na sua vida, eu te amo. Mesmo que você não me ame, eu te amo. 
 
Sou mesmo fraca como você e muitos outros disseram que eu sou. 
 
Sinto muito, só preciso que você saiba que eu me importo, e sempre vou me importar.”


Jun 3rd at 12PM / tagged: kymberly bueno. / 0 notes

(Source: sicksouls)


May 29th at 9PM / via: ineedapartnerincrime / op: sicksouls / 6,648 notes

(Source: maispertodaprojecao)


May 28th at 9PM / via: desapegar-se / op: maispertodaprojecao / 9,021 notes

“Era pra parecer bem mais simples, claramente. Não me deixaria sozinha, e isso era tudo.” 

(Kymberly Bueno Silveira)


May 27th at 7PM / 0 notes

(Source: wholesomeobsessive)


May 16th at 10PM / via: 8-infinitte / op: wholesomeobsessive / 1,610 notes


Apr 29th at 7PM / via: sixfeetundermycock / op: synodik / 21,553 notes

(Source: travelingnymph)


Apr 29th at 7PM / via: desapegar-se / op: travelingnymph / 55,651 notes


Apr 22nd at 7PM / via: oldfears / op: m-orfina / 61 notes

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